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Em julho de 2026, Belo Horizonte, na Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), “Entre pontes e fronteiras: conclusões provisórias sobre o Cemitério da Consolação” foi apresentada no XII Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (ABEC). Dentro do Eixo 3, ‘Apropriações e (re)construções dos cemitérios: passado, presente e futuro’, as integrantes do NAU - Estudos Cemiteriais, Marianna Sanfelicio e Isabella Figueiredo, apresentaram uma breve conclusão sobre parte da pesquisa multissituada e compartilhada ‘Cemitério também é cidade: uma análise antropológica dos espaços cemiteriais urbanos’, realizada pelo grupo e financiada pelo CNPq. A partir de relatos de diversas/os pesquisadoras/es, o Cemitério da Consolação (São Paulo, SP) foi problematizado em seu caráter múltiplo de espaço dos mortos e de “museu a céu aberto”, por meio de algumas categorias provisórias, como pontes (entre atores; entre cemitério e cidade) e fronteiras (entre espaços, atores e práticas). Um dos principais objetivos foi discutir como aquilo que torna o espaço vivo – para além de seus ocupantes – é o fato de ser praticado em diversos usos: sendo museu e cemitério ao mesmo tempo, as relações com a morte e os mortos se tornam parte do cenário como peças importantes para o processo de musealização do local. A apresentação foi premiada com menção honrosa e o texto completo será publicado nos anais do evento. 

O evento acontece a cada dois anos, e teve por tema, em 2026, as “Perspectivas plurais
sobre a morte e o morrer: espaços, práticas e subjetividades”, constituindo-se como “um
espaço de interlocução interdisciplinar e reflexão crítica sobre as diversas formas de
experienciar, compreender e significar a morte (...) debates sobre os espaços funerários, os
rituais e as subjetividades envolvidas nos processos de luto e elaboração da memória (...)
contribuindo para a consolidação e expansão de um campo de estudos plural e atento à
complexidade dos modos de morrer” (ABEC, 2026).

 

A pesquisa da antropóloga e pesquisadora do NAU Mariana Ferreira Vieira foi destaque em reportagem do g1 Bauru e Marília sobre o Menino da Tábua, figura de devoção popular que reúne milhares de romeiros em Maracaí (SP).

Desenvolvida a partir de anos de pesquisa e trabalho de campo, a investigação de Mariana acompanha a devoção a Antônio Marcelino e busca compreender como uma história, uma pessoa e um lugar se transformam em referências para a fé de diferentes gerações.

Na reportagem, a pesquisadora aborda como essa manifestação religiosa vai muito além da devoção individual, envolvendo memórias, práticas religiosas, festas, músicas, fotografias, objetos, narrativas e conhecimentos transmitidos entre gerações.

A presença da pesquisa na reportagem evidencia também a importância da antropologia para compreender manifestações culturais e religiosas que fazem parte da vida social de diferentes comunidades.

Leia a reportagem completa do g1:
'Menino da Tábua': conheça relatos de fé que transformaram túmulo de morador de Maracaí em destino de romeiros

 

Sobre o Curso:

Este curso tem como objetivo apresentar e discutir as diversas formas de usar a fotografia como escrita etnográfica. Os participantes serão conduzidos por diferentes maneiras de construir narrativas visuais, desde a produção fotográfica em campo até o trabalho de pesquisa com acervos, tendo o futebol de várzea como estudo de caso central.

Objetivos:

Contextualizar historicamente o uso da fotografia na antropologia.
Apresentar e problematizar o trabalho com acervos fotográficos em pesquisa.
Explorar metodologias para a construção de narrativas visuais etnográficas.
Discutir a prática de uma fotografia imersiva em campo.
Refletir sobre as possibilidades de articulação entre texto e imagem na produção do conhecimento antropológico.
Informações Práticas

Período do Curso: 03 a 05 de fevereiro de 2026 (Terça a Quinta)
Horário: 19h00 às 22h00
Curso Online (plataforma Google Meet). Instruções de acesso serão enviadas por e-mail após a matrícula.
Investimento: Gratuito
Carga Horária: 9 horas
Certificado: Emitido para participantes com mínimo de 75% de frequência. Os certificados serão enviados por e-mail após a conclusão.
Vagas: 70


Coordenação: Profª. Dra. Rose Satiko Gitirana Hikiji

Ministrante: Evandro Lima dos Santos

Promoção: Comissão de Cultura e Extensão Universitária da FFLCH.

 

Como se Inscrever:

Período de Inscrições: De 23/01/2026 (às 09h) a 25/01/2026 (até 23h59).

Processo: As matrículas serão realizadas por meio de sorteio.

Passo a Passo:

Faça sua inscrição online no Sistema Apolo (link disponível no portal da FFLCH).
O sorteio será realizado automaticamente pelo sistema no dia 26/01/2026.
Resultado: Quem for sorteado estará automaticamente matriculado. Não é necessário confirmar. Basta aguardar o contato dos ministrantes com as instruções por e-mail.
 

Links e Mais Informações

Programa Completo do Curso: https://sce.fflch.usp.br/programa-1425

Página Oficial do Curso: https://sce.fflch.usp.br/node/6535