Grupos de Pesquisa
NAU - Cidades
AtivoA proposta desse grupo de estudo das cidades e das práticas culturais que ocorrem no contexto urbano é voltar-se para as múltiplas relações que se estabelecem no e com o espaço urbano. Entende-se a cidade como um lugar fundamental de trocas e de estabelecimento de vínculos sociais na contemporaneidade. Por isso, considera-se relevante refletir sobre como os múltiplos atores sociais urbanos agenciam dinâmicas em conformidade ou em desacordo com as grandes lógicas estabelecidas pelos dispositivos de poder. Dinâmicas essas que estão constantemente a redefinir a própria ideia do urbano. No caso específico das cidades brasileiras, a dimensão centro e periferia apresentou-se por muito tempo como um ponto de partida importante para se entender a especificidade das relações sociais urbanas. Muito discutida entre os anos 1970 e 1980 pela antropologia urbana brasileira, essa dicotomia é, atualmente, muito questionada como categoria de análise válida para entender as cidades contemporâneas. Há múltiplas periferias e múltiplos centros. Em uma cidade como São Paulo, por exemplo, é possível falar de múltiplas centralidades, mas também múltiplas centralidades periféricas, bem como não se pode desprezar o que alguns especialistas apontam como processos de periferização do centro. Contudo, assim como acontece com o conceito de cultura ou de identidades culturais, a noção de periferia também tem sido tomada como objeto de reflexão pelos próprios atores. Nesse processo, passa a não ser vista apenas como local geográfico da pobreza, estigma ou marca de carência, mas também como sinal de pertencimento, afirmação de identidades positivas e de mobilizações políticas que transcendem a referência espacial. Desse modo, a proposta desse grupo é colocar em relação diferentes pesquisas que apontem para os pedaços, quebradas, circuitos, redes, trajetos, pontos de encontro e de confronto estabelecidos por múltiplos atores que criam cotidianamente novas configurações sociais.
CóCCIX – Corpo e Cidade
AtivoO Cóccix - estudos do corpocidade é um coletivo de estudos e pesquisas que deseja debater, analisar e compreender temas que envolvem diálogos entre cidades e corporalidades, espaços urbanos e corpo, marcadores da diferença, corpografias e etnografias. É um coletivo aberto a pesquisadorxs, professorxs, ativistas e interessadxs em geral.
O CyberNAU – Grupo de Estudos em Antropologia do Ciberespaço – tem como objetivo consolidar uma recente área de pesquisas, estudos e encontros na Universidade de São Paulo. A partir da metodologia e da orientação teórica das Ciências Sociais, junto aos modos de pesquisa etnográfica da Antropologia e aos temas de trabalhos do Núcleo de Antropologia Urbana (NAU), o CyberNAU busca explorar temas de pesquisas voltados para as novas tecnologias digitais e Internet, tanto como locais e ferramentas de pesquisa como objetos de estudo. Tendo em vista a pequena quantidade de estudos na área – principalmente na Universidade de São Paulo – e levando em conta que o uso das novas tecnologias e a Internet têm se tornado objetos de crescente interesse antropológico, o grupo pretende promover diálogos e discutir experiências etnográficas e pesquisas cujos contextos sejam atravessados pelas tecnologias digitais, contribuindo assim para o entendimento de questões pertinentes à sociedade contemporânea.
NAU Cemitérios
AtivoO grupo de pesquisa NAU-Cemitérios tem por objetivo realizar etnografia do circuito dos cemitérios da cidade de São Paulo, inicialmente os da Consolação, Araçá, São Luís, Vila Formosa e Crematório da Vila Alpina. O grupo surgiu a partir do exercício de campo realizado na disciplina “Práticas Culturais em Contexto Urbano, no curso de Ciências Sociais” – DA/FFLCH, ministrada pelo Prof. Dr. José Guilherme Cantor Magnani, no segundo semestre de 2018. A partir das discussões dos relatos, e com a participação de nossos colaboradores internacionais, foi elaborado um cronograma de leituras, novas idas a campo, encontros de discussão, já no contexto do grupo NAU/Cidades, fazendo assim parte da dinâmica do Laboratório do Núcleo de Antropologia Urbana. O intuito é mapear e registrar a relação entre os temas da morte e da vida no espaço e entorno de diferentes cemitérios da cidade São Paulo, estabelecendo relações entre os ritos, práticas e apropriações dos equipamentos pelos diferentes atores sociais neles envolvidos – funcionários, trabalhadores, usuários, visitantes etc.
NAU Museus
AtivoO NAU-Museus foi formado inicialmente para a realização do projeto “Ocupação Museu do Ipiranga: desvelamentos de um experimento etnográfico”. Esse projeto, que é uma demanda do próprio Museu Paulista (conhecido como Museu do Ipiranga), pretende captar opiniões e representações de participantes das ações realizadas no museu no período em que seu edifício-monumento está fechado para reforma. Essas ações, idealizadas pelo museu como ocupações, constituem um esforço em aproveitar o atual período de suspensão de atividades (iniciado em 2013) para refletir a respeito de qual museu se quer para 2022, ano previsto para a reabertura do edifício ao grande público. A proposta de pesquisa do LabNAU, além de se basear na observação participante, intenciona propor experimentos etnográficos a fim de propiciar novas formas, ainda que efêmeras, de ocupação do edifício. Tais experimentos também são maneiras estratégicas de acessar imaginários e produções simbólicas sobre a instituição e seu acervo.
NAU Acervo
AtivoO NAU – Núcleo de Antropologia Urbana da USP – possui um acervo de aproximadamente 650 trabalhos de final de curso dos alunos da disciplina Metodologia III (Pesquisa de Campo), ministrada pelo Professor Dr. José Guilherme Cantor Magnani desde 1984. Este acervo pode ser caracterizado como um conjunto de pesquisas sobre a cidade de São Paulo, cujos temas e espaços estudados foram definidos através do método etnográfico e das teorias antropológicas. Estes estudos partem dos arranjos dos próprios atores sociais, isto é, do modo como eles utilizam os equipamentos urbanos, usufruem dos serviços e estabelecem encontros e trocas nas mais diferentes esferas – religiosidade, trabalho, lazer, cultura, participação política ou associativa. O objetivo do Projeto Acervo é classificar, catalogar e disponibilizar estes trabalhos em um site próprio, tornando-os acessíveis à consulta pública. Deste modo, todo material produzido em diferentes épocas poderá ser utilizado como fonte de novas pesquisas ou reflexões, não apenas para quem freqüenta o curso de Ciências Sociais da Universidade de São Paulo, mas também para alunos de outras instituições de ensino superior, bem como para estudiosos em geral interessados em questões urbanas, especialmente as relacionadas à cidade de São Paulo.
Pop NAU
AtivoO fenômeno global de pessoas em situação de rua é uma realidade inquestionável das médias e grandes cidades. No âmbito das ciências sociais, especificamente sob o prisma da antropologia, é necessário e premente que a reflexão e o trabalho de campo se expandam e contemplem a diversidade da vida nas ruas, com o intuito de compreender a vida e o cotidiano destes atores. Através desta interlocução interessada como pressuposto analítico é possível adentrar e conhecer outras formas de viver e fazer cidade, perceber a dinâmica de suas relações e sociabilidades assim como as formas de permanência e resistência no espaço urbano.
É preciso adentrar o mundo das ruas e é fundamental cruzar os passos e trabalhar COM estes atores, afim de estimular vínculo, escuta e um fazer etnográfico criativo capaz de trazer ao debate as nuances da vida nas ruas. Novas possibilidades analíticas e de trabalho de campo podem surgir através deste engajamento intelectual e político, produzir ecos na seara dos direitos humanos além de complexificar e aprofundar o debate no âmbito da antropologia urbana.
É com este espírito e mirada analítica que o PopNAU- grupo de estudos sobre a população em situação de rua, do laboratório do núcleo de antropologia urbana da USP, conduz suas discussões. O objetivo central desta união é construir uma rede de saberes urbanos sobre a população em situação de rua em diferentes contextos, contemplando a realidade brasileira, latino-americana e de outros países, com a participação e engajamento de estudantes, pesquisadores, profissionais de direitos humanos, saúde, serviço social e movimentos sociais.
José Guilherme Cantor Magnani- Supervisor
Leandro Carneiro- Coordenador

